Relações humanas no trabalho

Para ilustrar nosso assunto, peço licença para compartilhar com vocês um pouquinho da minha trajetória profissional.
Iniciei minha carreira no mundo corporativo onde atuei por mais de 20 anos em empresas de vários portes, segmentos e localizadas em diferentes estados.
Em determinado momento da minha jornada, comecei a sentir um certo desconforto, faltava algo, o mundo corporativo não era mais “suficiente”.
Por essa razão, em 2009 tomei uma decisão e migrei para o mundo acadêmico.
Foi realmente um chamado com propósito!
Uma das minhas maiores alegrias é poder compartilhar o conhecimento!

Ter a vivência e a experiência do mundo corporativo foi o diferencial que eu precisava para facilitar o conhecimento teórico e a realidade prática das empresas para os que estão na busca do saber.

Foi então que me deparei com os questionamentos em sala de aula, trazidos pelos alunos e seus anseios, posso dizer que foi o ponto inicial da reflexão sobre uma aresta enorme entre: as necessidades das empresas e as expectativas dos profissionais para entrar/permanecer no mercado de trabalho.
Relações Humanas.
“Entende-se por relações humanas uma atitude que deve prevalecer no estabelecimento e na manutenção dos contatos entre pessoas. Essa atitude deve estar assentada no princípio do reconhecimento dos seres humanos como entes possuidores de uma personalidade própria que merece ser respeitada” (Cordeiro).

Nas últimas décadas o avanço tecnológico foi sem dúvida uma das maiores conquistas da humanidade, mas o Ser Humano avança com passos miúdos no seu processo evolutivo.

O tempo dos homens é diferente do tempo das máquinas.
Mas apesar de todo avanço tecnológico, as máquinas não podem reproduzir a consciência, o pensamento crítico, as emoções intrínsecas do ser humano.
E as mudanças influenciam diretamente no ambiente de trabalho.

Uma empresa é feita de pessoas e suas relações.

A estruturação de uma empresa acontece através das Relações Humanas.
Seja nas relações com clientes (internos e externos), trocas de aprendizado ou desenvolvimento de equipes.
E aqui entra o ponto inicial sobre minha reflexão referente às necessidades das empresas e as expectativas dos profissionais para entrar/permanecer no mercado de trabalho.

Anteriormente o poder de contratação estava apenas nas mãos das empresas, hoje a realidade é outra.

Os candidatos, principalmente das novas gerações (Y e Z), estão mais seletivos e decidem onde querem trabalhar. Observam a cultura organizacional, responsabilidade social da empresa e o nível de satisfação de seus colaboradores. Estão buscando suprir as suas necessidades voltadas para qualidade de vida e bem-estar, e assim, conquistar sua realização pessoal e profissional. É exatamente neste ponto que vejo a incompatibilidade nas Relações Humanas nas Organizações.

Empresas e empregados presos a uma proposta de trabalho desatualizada e desigual, para os dias atuais.

As demandas de ambas as partes mudaram. É essencial alcançar a consciência da necessidade de uma gestão estratégica focada nas pessoas, e perceber que esse é o maior diferencial competitivo de uma empresa. Formar uma nova parceria entre Empresas & Profissionais, através de uma visão mais holística do profissional que está dentro e dos que estão pleiteando a entrada na empresa.

É preciso agir com mais transparência, estabelecer uma comunicação assertiva, divulgar/conscientizar sobre a Missão, Visão e Valores da empresa.

É preciso ter Propósito!!! Criar um ambiente participativo, baseado na autonomia. Como exigir inovação se os erros não são aceitos?
Por outro lado, o profissional precisa (re)conhecer seu propósito.
Saber onde se quer chegar.
Assumir a responsabilidade da sua carreira.
Entender que o aprendizado contínuo faz parte de sua trajetória profissional e pessoal.
Neste movimento para (re)criar um ambiente organizacional, surgem algumas abordagens que estão sendo discutidas por empresas que perceberam que é tempo de migrar para uma nova realidade.
Temas como Felicidade no Trabalho, Comunicação Assertiva, Diversidade e Inclusão, Saúde Física e Mental, Qualidade de Vida e Bem-estar!

Este momento é atípico

E dentro deste momento atípico que continuamos vivenciando (sequelas da pandemia), as empresas que compreenderam a importância do desenvolvimento humano e o mapeamento comportamental dos seus profissionais, estão um passo à frente.
Planos de desenvolvimento profissional precisam ser desenvolvidos/executados respeitando a singularidade dos profissionais.

Qual é a contrapartida?

E na contrapartida, os profissionais precisam compreender que o desenvolvimento é uma porta que abre de dentro para fora.
É preciso estar aberto ao processo para que dê certo.
Não é fácil. Não é simples. Mas é necessário!

Afinal, estamos vivendo tempos “líquidos”, tudo muda rapidamente.

Aprender Física Quântica é fácil. Mas olhar para dentro e iniciar o processo do autoconhecimento e autodesenvolvimento, exige disciplina, comprometimento, muita paciência e autocuidado. Esse é o grande desafio!

Atendendo um desejo interno, compartilhei com vocês meus conhecimentos adquiridos através de reflexões, insights, vivências, experiências e saberes do meu ser.

Com o desejo de saber mais,

 

Magali Castro

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *