Resolvi compartilhar com vocês uma epifania que tive em relação a profissão que eu queria ser quando era adolescente, Arqueologia, com o que eu faço hoje, Desenvolvimento Humano.
Mas afinal, qual é a ligação? Vem comigo e juntos iremos realizar uma escavação de saberes…
Para começar nosso assunto vamos entender os conceitos. ARQUEOLOGIA é uma ciência social que estuda as sociedades humanas antigas, com o objetivo de obter informações sobre as sociedades e as formas antigas de organização humana. DESENVOLVIMENTO HUMANO baseia-se na ideia de liberdade dos seres humanos, um processo baseado no autoconhecimento e autodesenvolvimento, e consequentemente na ampliação das escolhas para que tenha a oportunidade de encontrar seu propósito e se tornar quem deseja ser.
Este é o inicio da minha epifania e onde surgiu o termo Arqueologia Humanescente.
“REVOLUÇÃO 4.0”
Há algum tempo me interessei sobre as mudanças apresentadas pela Revolução Industrial 4.0. As novas tecnologias relacionadas as tendências da Inteligência Artificial (IA), a integração homem x máquina, e as profissões que irão surgir em um futuro muito próximo (que aliás são muito interessantes). Mas entre as novas profissões teve uma que me chamou muito atenção: Gerente de Equipe de humanos-máquinas. Este profissional terá a responsabilidade de desenvolver o relacionamento entre pessoas e máquinas, programando a interação entre ambos de forma a otimizar o desempenho da equipe e alcançar os resultados.
E fiquei me perguntando: como assim?
Neste ponto da história entra o meu trabalho atual, Desenvolvimento Humano. Primeiramente, é essencial iniciar o processo do autoconhecimento e entender quem somos, identificar nossos valores e princípios, reconhecer nossas forças e vulnerabilidades.
“Saber quem somos é a mais pura forma de liberdade”
Magali Castro.
Era do autoconhecimento, um segundo momento…
Em um segundo momento, ouso dizer, que além da Era do Conhecimento, está a Era do AUTOCONHECIMENTO. Uma oportunidade repleta de possibilidades para o ser humano se preparar para imersão (sem volta) no que chamam de METAVERSO (realidade virtual imersiva e interativa).
Para poder lidar com essa nova realidade, o Gestor do Futuro (lembrando que o futuro é agora) mais do que nunca precisará ser um Especialista em Pessoas. Afinal, o que “ainda” nos diferencia das máquinas é o Sentir.
E como essa jornada ajuda o ser humano?
A jornada do autoconhecimento ajudará o indivíduo a desvendar/reconhecer seus sentimentos, emoções e crenças, e possibilitar o aperfeiçoamento/desenvolvimento das Inteligências Emocional, Intrapessoal, Interpessoal, Espacial, Comportamental e Social. Assim como auxiliar no desenvolvimento/aprimoramento das atitudes relacionadas ao autocuidado, altercuidado, ecocuidado e o transcuidado. Competências e Atitudes que se forem alinhadas a consciência coletiva, certamente será um diferencial competitivo valioso para o profissional que aspira se tornar um gestor homens-máquinas. Bem-vindos ao século XXI!
Para esclarecer o processo do autoconhecimento, não é algo fácil e rápido. É um compromisso diário em se tornar cada dia mais consciente de quem você é, mas principalmente quem você deseja ser.
Assim, peço licença (e desculpem a audácia) para apresentar o que poderá vir a ser uma profissão do futuro: ARQUEOLOGIA HUMANESCENTE.
“A HUMANESCÊNCIA é a busca do sentido da vida, está em ir fundo em nossa alma, do interior para o exterior, de dentro pra fora, buscando em nossas vivências a luz do transcender” (Cavalcanti).
É “realizar escavações” em nosso íntimo, a fim de obter informações de como nos tornarmos seres melhores para o novo mundo que estamos ajudando a co-criar.
E quando as relações entre os seres humanos chegarão a um novo patamar?
Quando o ser humano atingir um melhor entendimento sobre si mesmo, creio que as relações humanas passarão a um novo patamar baseado em: propósito, consciência coletiva, empatia, respeito a diversidade, igualdade, equanimidade, autorresponsabilidade, sustentabilidade, liberdade para expressar sentimentos sem julgamento, mas principalmente reconhecer a si mesmo como um ser único, divino e humanescente.
Atendendo um desejo interno, compartilhei com vocês meus conhecimentos adquiridos através de reflexões, insights, vivências, imersões e saberes do meu ser.
Seria maravilhoso conhecer seus saberes.
Gratidão!
Magali Castro
